Mickey Fantasy: Um jogo maravilhoso para quem ama música clássica!

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O que se espera que um garoto de classe média baixa ouça aos seus 11 anos de idade? Aqui no sul do Brasil, talvez a principal referência seja o gaúcho, fandango e as músicas mais populares do início da década de 1990 tocadas nas rádios, e de fato acompanhei muito destes estilos e algumas músicas soam até nostálgicas quando às ouço hoje, mas...

De repente apareceu um jogo de video game que mudou tudo! Um game de 16 bits que transformou minha paixão musical, e a partir dali, virei um dos únicos garotos de 11 anos — que eu conhecia até então — que passava horas do dia e até da madrugada ouvindo música clássica. Sim! Me apaixonei tanto pelo jogo e pelas músicas, que passei a desenhar um complexo GIBI sobre sua história, enquanto ouvia rádios que não tocavam outra coisa senão ERUDITOS. Confesso que algumas vezes me sentia um tanto quanto deslocado, mas eu adorava!

O jogo Mickey Fantasy, de 1991, foi retirado de um longa metragem de 1940 dos Estúdios Walt Disney e o conceito do filme é basicamente como os ilustradores retratariam seus sentimentos ao ouvirem obras como O Quebra Nozes ou Tocata e Fuga. Na mesma época que conheci o jogo, por acidente, descobri que esse filme existia e meu amigo leitor, depois disso eu fiquei tão aficionado em consegui-lo que eu o procurava em cada locadora de filmes que eu cruzava em meus caminhos.

O salvador da pátria foi Teddy Candido, amigo meu e do Mr. Zero, que na época me surpreendeu, pedindo para sua mãe que o alugasse, e quando o assisti, a experiência que tive foi sem dúvida alguma surpreendente e única. Se tínhamos Internet em '93 ou '94 para assistir quando quiséssemos? Só posso rir, meu amigo! O que víamos nessa época tínhamos que guardar como se gravássemos em nossas almas, pois sabíamos que talvez nunca mais o veríamos. Esse era um pensamento momentâneo, pois não tínhamos como saber que algo tão incrível como a internet e o Google surgiriam.

Minha experiência ao assistir o filme, como dizem na expressão em inglês, foi STUNNING. Eu parecia estar hipnotizado de tão incrível que aquilo tudo parecia. Cada trecho, cada música e cada cena me remetia ao jogo, pelo qual eu jamais perderia tal entusiasmo. Hoje, aos quase 40tões, ainda ouço a trilha sonora fantástica a qual serviu de inspiração para o jogo com tanto amor e alento quanto quando eu ainda era um garotinho de apenas 11 anos de idade.

Para mim todas as faixas (Tocata e Fuga, Suíte Quebra-Nozes, O Aprendiz de Feiticeiro, Sagração da Primavera, Sinfonia Pastoral, Dança das Horas, Uma Noite no Monte e Ave Maria), conduzidas por um dos maiores monstros da música Clássica/Erudita/Barroca do século XX, Leopold Stokowski, são a melhor trilha sonora de um filme, que resultou na construção de uma das melhores trilhas sonoras de um jogo, trilha essa que dificilmente será superada — em meu coração — por qualquer outro game que venha a existir.




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4 comentários:

  1. Eu não me expressaria melhor. O primeiro contato com música erudita NUNCA FOI para parecermos melhores diante dos outros mas sim, como bem dito acima, para melhorarmos "da alma pra fora". Brilhante!

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  2. Nessa época, não nos víamos como melhores ou piores. Tínhamos diferenças e adorávamos compartilhá-las com nossos amigos.

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  3. Amei ler o artigo Will, me fez reviver quando assisti pela primeira vez este maravilhoso desenho!!! Uma obra de arte!

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  4. Amei ler o artigo Will, me fez reviver quando assisti pela primeira vez este maravilhoso desenho!!! Uma obra de arte!

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