Golden Axe Warrior: uma "cópia" com seu próprio valor!

#8bits 8 bits Golden Axe
Lá pelos idos  da década de 90, o mundo era um lugar diferente: não havia internet como a conhecemos, o Plano Real havia acabado de começar e eu nem sonhava em ter o meu videogame... Quero dizer sonhar, certamente que sonhava mas, o acesso era, pra não dizer impossível, dificílimo. (Em 1994, quando o Plano Real foi lançado, o salário mínimo era de R$ 76. Nessa época, o Super Nintendo, que tinha um ano de lançamento no Brasil, custava a "bagatela" de 12x de R$ 39,90. Por aí, vocês vão imaginando).

Dada essa circunstância, haviam duas soluções: o fliperama, que as mães jamais nós deixaram frequentar, ou a boa vontade de amigos e parentes. Fui agraciado com a segunda.


O primo de um primo nos emprestou essa pérola dos adventures (Não. Não é RPG. Tô me acostumando com isso ainda). 
Os gráficos são a excelência do Master System (atendendo a essa proposta). Cores e som satisfazendo os gamers de plantão (estou escrevendo isso com a música do mapa na cabeça) e, por último um mapa "visto de cima" (overworld) que nos remete à um clássico da concorrência. Mas naquele tempo, eu não sabia disso. Eu tive contato com o  "Legend of Zelda: A Link to the past" (SNES, 1991) depois, assim como fui saber depois que essa série de títulos começou em 1986! 


Mas minhas condições financeiras não me permitiam entrar em contendas do nível de "Nintendismo x Seguismo". Simplesmente adorei o jogo, as cores, as músicas... Nem tinha visão crítica o suficiente para admirar ou analisar a dificuldade do jogo (pois, sim! É difícil!), apenas queria avançar de calabouço em calabouço (Dungeon, para quem quiser), com um inglês saindo do nulo, descobrindo enredo e segredos (fui descobrir esses dias que o jogo tem mais de 200 telas!), apetrechos necessários para seguir adiante (a corda, o machado, as magias) e buscar o almejado "machado dourado" para enfrentar o Death Adder, o sacana que causou todas as mazelas no enredo do jogo. Infelizmente, como tudo o que é emprestado, o cartucho voltou ao dono, o videogame também, e passei anos sem ter contato com o jogo. Nas videolocadoras por onde passei, nem a sombra do título (Por esses dias, ouvi falar que é um jogo considerado raro).





Alguns anos depois, quando tive acesso ao Mega Drive (Sega Genesis, para quem quiser também), consegui um adaptador Mega/Master, que possibilita que se encaixe e rode cartuchos de Master System no Mega Drive (versátil mas, o que eu tenho, era facinho de dar bug no jogo, perder saves e afins). Com isso consegui, depois de algumas caçadas, adquirir o cartucho com o jogo. Para fortuna maior, a coletânea Sega Genesis Collection (I'm emulador mas, jogo é jogo), do Xbox 360 vem com esse jogo desbloqueável.






Enfim, espero ter apresentado bem esse jogo pelo qual tenho um carinho imenso, embora a dificuldade assuste a muitos. Embora tenha vindo depois da franquia "Zelda", tem seu próprio brilho, charme e valor!




  



6 comentários:

  1. Muito bom, Zé! Esse é um daqueles jogos-cult-classic-"obrigatório" pro fã old-school.

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  2. Salve Mr. Zero! Vendo pelo poder de compra de '94, o valor de um Play4 não parece tão absurdo mesmo!

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  3. Não tive contato com Golden-Axe, mas me parece que bebeu muito na fonte de Zelda mesmo!

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    1. Como eu joguei antes, quando tive contato com o Super Nintendo, já sabe o resultado, né? 😅

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  4. O Golden fazia parte dos que eu jogava com frequência na mesma época do Bubsy, Green Dog e Fantasy!

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